terça-feira, 6 de janeiro de 2009

História de Max Muker: Teste

O teste era simples, queriam me ver em ação. Disseram que eu iria lutar e mostrar o que sei e perceber como sou fraco. Rá, naquele momento achava ridículo. Aqueles bibas ganharem de mim no duelo. Quando entrei na roda que fizeram rapidamente com um comando do biba mestre, vi meu oponente. Parecia uma criança humana, cabelo preto cobrindo a testa e a parte de trás quase a chegar na cintura...eu sabia, viadagem total. Comecei a rir e pensando na melhor maneira de derrubá-lo. Enquanto isso, o jovem tranqüilo, puxou sua espada fina e a empunhou. Falou com uma voz suave:

- Essa é nossa arma, chamamos de Katana. Usarei somente ela e deixarei esta mais curta, Wakisashi, na minha cintura.

Deu um sorriso que me fez puxar meu machado. Como uma espada daquelas poderia ganhar de meu enorme machado? Ganhei confiança. Deram o sinal e começou. O jovem começou a vir lentamente em minha direção, sem medo em sua face. Rum, deveria ter medo. Rugi e fui com machado em direção as suas pernas. Em um gesto ele girou sua espada e jogou para longe meu machado. Bem, não sou tão idiota quanto ele pensou. Quando vi que seu próximo movimento era acertar sua espada em meu pescoço, me abaixei e segurei suas pernas de modo a derrubá-lo. Derrubei, mas logo ele se livrou dos meus braços e deu um pulo gay acrobático, ficando em pé. Ele fez um gesto para que pegasse meu machado e como não sou tolo, peguei e ri de sua inocência. Fui novamente para cima, mas dessa vez foi ele quem deu a investida. Uma, duas, três batidas com as armas, e enquanto lutávamos percebi que eu deixava várias áreas do meu corpo aberta para ataque, e o jovem sabia disso. Fazia aquilo de modo que eu percebesse minhas falhas. Eles estava me ensinando?? Fiquei furioso. Tentei dar um golpe final, mas então ele finalizou a luta. Cortou meu machado ao meio e ao mesmo tempo segurou a espada em minha garganta. Perdi.

Um comentário:

Unknown disse...

Um anão em terras longínquas sempre é uma boa história de se ouvir. Quando os bardos as contam, é melhor sentar e ouvir. Pode rir bastante. E também aprender bastante.