Então foi decidido que ficaria como guarda. Claro, eu ainda era um prisioneiro, mas era quase impossível escapar daquela ilha. Decidi sobreviver até o momento que tivesse minha chance. No decorrer dos dias eu aprendia sobre aquele povo com costumes tão novos e estranhos. Um dos bibas foi designado a me ensinar o máximo possível, sua língua, suas tradições, e principalmente sua arte da luta. Bem, mãe sempre me ensinou a nunca recusar algo que não me fizesse mal. Segui então obediente, guardei meu orgulho anão, mesmo sendo muito forte, mas meu desejo de sobrevivência e de vingar minha mãe e meu povo eram bem maior. Poderia ser pior, sendo escravo de orcs ou na barriga deles. E fiquei assim por 2 anos, que se passaram tão rápido como meu machado na cabeça de um Goblin.
Aprendi neste tempo a arte samurai. Não me tornei um, mas aprendi a lutar como um. A katana era a espada mais bem trabalhada que já vi. Seu corte e dureza conquistaram meu coração de guerra e se tornou minha arma principal, junto com a wakisashi. Aprendi a lutar com as duas em conjunto seguindo o lema de: "se uma arma faz estrago, imagine duas!". Percebi também que seus costumes não eram tão estranho assim, somente diferentes. As posições hierárquicas eram altamente respeitadas. A honra estava a cima de qualquer coisa, até da morte. Presenciei um suicídio de uma samurai que não pôde proteger seu senhor.Era sua obrigação, sua única obrigação em sua vida. Samurai são soldados altamente treinados que possuem algum tipo de missão, normalmente um tipo de "guarda-costas". Se não conseguem cumprir sua missão, tiram sua própria vida com um ritual chamado Seppuku, dizendo manter assim sua honra e principalmente de sua família (prefiro a desonra).
Sua arte não me conquistou, são muito gays. Prefiro as esculturas do meu povo que umas pinturas boiolísticas. Mas nesses dois anos aprendi a respeitar esse povo e criei alguns bons amigos...e rivais. O principal era o filho do rei atual. Nós sempre disputávamos para ver quem era o melhor, aquele frangote que me derrotou no teste. Me tornei tão bom quanto ele com a espada em pouco tempo, tudo graças aos meus anos de experiência, pois nós anões vivemos bem mais que os humanos. No momento eu tinha 45 anos, na melhor fase de minha raça...pelo menos eu considero. Éramos em dois anos os melhores guerreiros ( excluído os soldados de alta patente ). Então um dia o rei me chamou.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
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