segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

História de Max Muker: Arena

Estava eu em uma arena, mas bem diferente. Enfileirados e bem rígidos estavam vários daquelas bibas de vestido. Abriam um espaço para o que parecia ser um caminho em direção a um ponto onde estava um senhor, sentado em um trono ao ar livre. Sua roupa parecia com a de umas velhas senhoras em dia de festival na minha antiga cidade. Muito coloridas e gay. Caminhei até chegar a uns 10 metros dele, e um dos soldados me parou e falou para me ajoelhar. Rá, até parece que me ajoelharia. Nunca me ajoelhei antes e nem tinha a intenção. Eles insistiam, batiam em meus joelhos, mas me mantia firme. O rapaz percebeu e falou algo em sua língua estranha para o palhaço fantasiado. Percebi que nenhum dos presentes lhe dirigiam os olhos, sempre baixavam suas cabeças para falarem. Costume idiota esse. Depois de algumas palavras o espantalho riu e acentiu. O rapaz veio a mim e falou:
- Deixaremos ficar em pé, não faz muita diferença.
Levantei meu machado, mas tão rápido quanto eu, mais umas 100 espadas ouvi sendo desembainhadas. Decidi aceitar a ofensa...por enquanto. Ele então falou que estava ali para ser testado. Minha coragem não serve para ser escravizada, mas para ser usada em seu exército. Dizia algo de aceitar qualquer guerreiro valoroso pelo que vinha no futuro. Disse que se quisesse viver, ficaria algum tempo treinando sua arte de luta e sua cultura, e então escolheria se ficava como guerreiro ou como escravo. Bem..digamos que eu não tinha escolha.

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