Despertei e me vi fora da cidade, um pouco longe, mas não o bastante para deixar de ver minha cidade destrída. O fogo dominava cada canto da cidade, e pensei em todos meus amigos e em minha mãe. Não lembrava até aquele momento em ter chorado em algum momento de minha vida, e sempre estranhava essa atitude nos humanos, mas naquele momento um líquido escorreu de meus olhos, somente uma gota, mas o bastante para provar que eu teria muito o que fazer. Percebi logo que não era lágrima de tristeza, mas de ódio. Então jurei naquele dia, em frente ao fogo que queimava meu lar, que me vingaria de quem fez isso e que nunca mais sairiam lágrimas dos meus olhos. Me levantei, peguei a gota da única lágrima de minha vida e joguei no chão, oferecendo a minha mãe e ao povo. Olhei ao redor e vi alguns soldados feridos, camponeses e nobres sobreviventes. Ao meu lado estava o meu comandante, que me salvou. Me disse depois que so fez isso porque viu como lutei e ficou impressionado. Passamos alguns dias fugindo, ainda lutamos 2 vezes com pequenos grupos dispersos dos soldados inimigos. Percebemos que eles não tinham um reino, pelo menos não algum conhecido. Os líderes vestiam armaduras negras, com símbolos que pareciam dragões. Eu nunca tinha visto um dragão, mas meu comandante sim, e ele confirmou. Chegamos no litoral, haviam navios, aparententemente nos esperando. Um navio se destacava e logo fui apresentado ao capitão dele. Ele se chamava Duan, e era em seu navio que eu iria viajar.Ele se dizia comerciante, mas eu tinha uma leve impressão de que ele não era bem isso...
domingo, 20 de janeiro de 2008
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